terça-feira, 12 de agosto de 2008

Profissionalismo, Capacitores e falta de compromisso

Olás!


Ano passado tive um professor muíto chato e mediano em Física. Ao começo desse ano, um novo professor nos foi apresentado. Não gostei dele na primeira aula... no final da segunda semana já estava adorando. Era um professor dedicado, interessado, dinâmico, com jogo de cintura, com empolgação. Sei lá, aquele cara que exala o amor pelo que faz como se fosse perfume.
Aprender Física Elétrica até então foi bobó de tão fácil.
E eis que o cara, de tão bom que era, ganhou uma bolsa pra estudar 2 anos na Europa, e como tolo ninguém é, ele aceitou, e fico muito feliz. Vai voltar melhor do que já era e vai fazer a felicidade de muitos vestibulandos no futuro.

Então, apareceu-nos a professora nova. Entrou no primeiro dia de aula, mal disse o nome e começou "como vou ensinar física se não estiverem com livro?". Bá, começou mal, mas nós levamos.
Nas duas semanas seguintes, ela apenas prosseguiu o trabalho do antigo professor, corrigindo exercícios e revisando pra prova, que ele previamente deixou preparado. Deu até saudade dele enquanto se fazia aquela prova, e como sempre, ela foi tranqüila, fácil, porque o cara tinha bem ensinado.

Aí sim, chegada a hora da professora começar a dar aula com conteúdo novo e mostrar a que veio.
Primeira aula: Capacitores. E ela desistiu na primeira aula.
Não, não tô brincando não. Ela deu a primeira aula (uma aula chata, sem sal e sem compreensão), não gostou sabe-se deus do quê e pediu demissão. Não houve por parte dos alunos nenhuma ofensa ou desacato que pudesse provocar, somente a expressão óbvia no rosto dos alunos: não entendi nada de bulhufas dessa aula. Vamos tentar na próxima? Vamos. Mas não deu, a mulher foi embora.

E aqui que eu fico a pensar. Zizuis, a mulher aceita um emprego numa escola no meio do ano, sabendo que ocuparia o cargo de um professor muito requisitado e... não se prepara?
É claro que a aula não foi as mil maravilhas, claro que as conversinhas aconteceram, os comentariozinhos... Isso sempre tem. E professor que é professor, que peita a profissão no primeiro, segundo, terceiro e no round final, sabe que tem que enfrentar isso.
Aí, chega a coordenadora e diz que ela dava aula porque queria, pois "ela não precisava estar aqui dando aula". Cacete, então não dê aula! A hora de brincar de professora é a mesma de brincar de casinha, e pra ela, já devia ter passado faz tempo. Essa infantilidade e falta de compromisso custou 3 semanas, e agora o colégio vai se virar nos 30 pra arrumar outro professor. Deus tenha piedade.

Onde enfiaram o profissionalismo? Jogaram no lixo reciclável junto com o bom senso?
Acho que entendem a frustração. Aluno que vai prestar vestibular daqui a 117 dias (sentiu?) e tem que agüentar choradeira de patricinha que fez curso de Física, quer dar aula e não segura a onda. Não agüenta, pede leite!.

Fica aqui o aprendizado... Parece que não adianta querer e fazer tudo certinho. O falta de compromisso alheio sempre vem pra empurrar. E vai ficar assim: além de ela, como profissional, nunca ascender por falta de coragem, aproveita pra atrapalhar os outros.

Deus, dai-me paciência.


E por sinal, faça o fds chegar logo!


Márlio.

3 comentários:

Trita. disse...

mô guri! concordo plenamente. Se bem que eu quase não assisto às aulas mesmo... zD

Davi disse...

gostei, Markey

Bruno Arthur disse...

Bah

q barra
tomara q vc supere, cara /o/

abraço